menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

O que é preciso para ampliar a restauração florestal na Amazônia?

12 0
previous day

O que é preciso para ampliar a restauração florestal na Amazônia?

Esta é a newsletter Carlos Nobre. Inscreva-se gratuitamente para receber no seu email toda terça

A restauração florestal é uma das principais soluções baseadas na natureza para enfrentar as crises climática e da biodiversidade e para proteger a Amazônia do ponto de não retorno. Nesta que é a maior floresta tropical do planeta e com a maior biodiversidade, recuperar áreas desmatadas e degradadas pode ajudar a recompor ecossistemas, proteger a biodiversidade, recuperar serviços ambientais e aumentar a resiliência da floresta diante das mudanças climáticas e dos usos da terra.

Algumas metas nacionais de restauração florestal de grande escala na Amazônia incluem 4,8 milhões de hectares até 2030, pelo Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa, e o Arco da Restauração do BNDES (programa Restaura Amazônia), lançado na COP28, em Dubai, em dezembro de 2023, com metas de restauração, somente com espécies nativas, de 6 milhões de hectares até 2030 e adicionais 18 milhões de hectares até 2050.

Mas há uma pergunta que precisa ser feita: por que, apesar dos benefícios ecológicos e dos compromissos nacionais, a restauração florestal ainda não acontece na escala necessária? Essa foi a questão que motivou o artigo "Turning the tide: scalable strategies for Amazonian forest restoration", traduzido para o português como "Virando o jogo: estratégias para ampliar a restauração florestal na Amazônia". O estudo foi liderado por Nathália Nascimento, professora da Esalq/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo), e contou com a participação de Diego Oliveira Brandão, Julia Arieira e minha. O trabalho foi elaborado a partir de discussões e reflexões desenvolvidas no âmbito do Painel Científico para a Amazônia.

SakamotoMendonça entra de vez na........

© UOL