Mulher é suspeita de racismo por soltar pitbull que matou idoso negro no RN
Mulher é suspeita de racismo por soltar pitbull que matou idoso negro no RN
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu uma mulher e está investigando a suspeita de que ela teria soltado o seu cachorro da raça pitbull para atacar e matar um trabalhador de 62 anos que estava cortando mato de sua casa, na última sexta-feira (6), no município de Extremoz, na Grande Natal.
A vítima, Francisco Paulo da Silva, foi contratada por Laís da Cunha Oliveira Galindo, 23, para realizar serviços de limpeza no quintal do imóvel. No momento do ataque do cão, apenas o trabalhador e a contratante estavam no local.
A polícia pediu à Justiça a prisão da mulher no sábado (7), após receber denúncias da irmã da suspeita, que procurou a polícia e encaminhou fotos, áudios e capturas de tela de conversas que indicariam que a investigada teria provocado a situação. O fato teria sido motivado por xenofobia (a suspeita é carioca) e racismo.
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Laís foi presa no domingo, e na segunda-feira a Justiça decretou sua temporária de 30 dias.
Um detalhe que chama a atenção é que, após Francisco chegar à casa de Laís, ela diz a uma irmã: "o verme chegou". Isso fez levantar a suspeita de que o crime poderia ter sido praticado por cunho racista e/ou xenofóbico. "Isso está sob investigação", diz a delegada Anna Beatriz Alves.
"Ela foi questionada pela policial militar da ocorrência porque teria chamado a vítima de 'verme', e ela mencionou que [era] pela cor dele. Aí foi novamente indagada o que teria a ver a vinculação de ser uma pessoa negra ao ser chamada de verme, e ela falou, 'mas ele também estava fedendo'", afirma.
Outro ponto que corrobora a hipótese de homicídio intencional é que o Samu não foi acionado de imediato. "Ficou muito claro que ela demorou a acionar. Entre a troca de mensagens com a irmã —feita enquanto a vítima estava viva e agonizando— e o acionamento houve um lapso de 20 minutos", diz.
Ela fez essa ligação de vídeo por volta de 12:08 da sexta-feira. Quando ela diz que teria chamado a ambulância já eram 12:29.Anna Beatriz Alves, delegada
A suspeita ainda não constituiu advogado e deve ser assistida pela Defensoria Pública do Rio Grande do Norte.
Segundo a polícia, a versão apresentada inicialmente pela suspeita é de que se tratou de um acidente, já que o cachorro teria se soltado de um dos quartos da casa e avançado em direção à vítima.
Em depoimento no domingo, diz a delegada, a mulher mudou a versão e disse que "achava que tinha deixado essa porta aberta".
"Posteriormente ela voltou para a versão de que teria fechado essa porta, só não trancado. A acusada alega ainda que tentou salvar a vítima, arrastando ele da parte externa da casa onde ele estava trabalhando", conta.
"Depois de levar a vítima para o banheiro, ela diz que cortou a calça dele com uma faca para realizar um torniquete, já que a lesão teria sido na perna", completa a delegada.
O UOL conversou com um filho de Francisco, mas a família prefere não dar entrevistas no momento.
O advogado que acompanha o caso junto a eles, Jânio Alves de Freitas, afirma que todos os familiares estão muito abalados e aguardam a conclusão do inquérito para decidir os próximos passos.
Nesta segunda-feira, o cão que praticou o ataque foi resgatado por um adestrador para ser levado para um canil, onde vai passar por um processo de readaptação.
Em entrevista à Band Natal, o adestrador João Marreiro, que fez o resgate, contou que ficou assustado com a violência de Bolinha.
"O cão era temido por vizinhos. A criação do animal gera tudo ao redor do comportamento do animal. A proprietária, de fato, fez um trabalho maligno. Os vizinhos já falavam que ela nunca passeou com aquele animal, então já dava pra imaginar o estresse que o animal já tinha dentro de casa."
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