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Bruno Montaleone fala sobre histórias e atuação em "Homem com H"

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11.03.2026

Bruno Montaleone fala sobre histórias e atuação em "Homem com H"

Entre novelas de grande alcance, longas que atraem multidões aos cinemas e histórias que continuam ganhando novos públicos no streaming, Bruno Montaleone atravessa um momento especialmente dinâmico da carreira. Após consolidar sua presença em produções da TV Globo, o ator ganhou projeção recente nas telonas com "Homem com H". Antes disso, já havia feito sua estreia na sétima arte como protagonista em "Perdida", adaptação do best-seller de Carina Rissi produzida pela The Walt Disney Company que agora ganha sequência com "Encontrada".

Entre todos os papéis que interpretou, Marco de Maria, uma das figuras centrais na cinebiografia de Ney Matogrosso, lançada no último ano, teve papel fundamental em seu amadurecimento cênico, não apenas pela carga emocional mas pela responsabilidade envolvida no projeto, diferente de tudo que havia vivido até então: "Marco foi um dos maiores desafios da minha carreira. A responsabilidade que senti ao pegar esse personagem foi a maior que já tive. Não queria decepcionar o Esmir que viu em mim o personagem, não queria decepcionar o Ney, pessoa por quem criei uma admiração gigante e afeto, e de alguma forma não conseguia parar de pensar nos familiares dele (Marco), pessoas que o conheceram… Só quis honrar a sua memória. Além disso, veio uma grande preocupação em como retrataríamos a batalha de duas pessoas que se amam contra o HIV. Minha cabeça era um mix de todos esses sentimentos. Existe responsabilidade no que eu e meus colegas fazemos, mas foi um desafio que me senti honrado em encarar", comenta o ator.

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Interpretar Marco também abriu uma nova perspectiva sobre amor e vulnerabilidade. Para Montaleone, a história entre Marco e Ney Matogrosso é um lembrete poderoso de que o amor permanece inesgotável em suas formas de tocar as pessoas. Ele completa: "O amor é universal e ao mesmo tempo infinito. Quando a gente acha que já ouviu muitas histórias de amor, há sempre uma nova pra nos fazer refletir e emocionar. A gente sempre quis passar a ideia de que eles tiveram uma história linda, feliz, apesar de tudo.

O Ney é mesmo Homem com H. Perder o amor de uma vida assim? Eu não sei como eu, Bruno, reagiria… A forma que ele falava da relação dos dois, contando tudo ainda com alegria e sem medo de passar pelas partes difíceis, me fez perceber que a memória que a gente guarda também depende da gente, como nós queremos nos lembrar dos nossos amores, amigos e parentes?"

Em outro registro, "Encontrada" abre espaço para o jogo entre fantasia e realidade. No novo capítulo da história, Bruno volta a interpretar Ian Clarke ao lado de Giovanna Grigio, confirmando uma fase em que seu trabalho transita com facilidade entre diferentes formatos e narrativas. O ator fala sobre o projeto com entusiasmo, especialmente quando o assunto é o figurino da sequência: "Nossa! Fala sério?! É um sonho! Vocês PRECISAM ver o figurino de 'Encontrada'. Eu me pergunto porque paramos de nos vestir daquela forma (claro que o calor do Rio de Janeiro não nos permite, risos). Brincadeiras à parte, não precisa nem ser ator para brincar de se imaginar tendo nascido em outra época, país, cultura… e 'Perdida' me permite brincar disso, profissionalmente! Claro que a priori os costumes e a prosódia podem assustar, mas estudar e praticar toda essa nova forma de ser e se portar dá tanto gosto, que até mesmo a galera da equipe de set começou a usar o nosso 'palavreado'. Era 'senhorita', e até mesmo 'senhorito', para cima e para baixo. E, sim, nós pedimos licença pra gramática e criamos o 'senhorito'."

A experiência acumulada na televisão também moldou seu olhar sobre os diferentes ritmos da atuação. Montaleone acredita que ter começado na TV o ajudou a desenvolver agilidade e disciplina, habilidades que se tornam valiosas quando se transita para o cinema: "Acho que como fiz majoritariamente TV, fica mais fácil migrar para os outros campos. É preciso ficar atento aos possíveis 'vícios' que a televisão pode trazer, porque fora dela isso fica gritante. Acho que TV é sobre estar sempre pronto, aberto e saber que existe uma demanda a ser cumprida. Nem todas as cenas serão da forma que você gostaria e está tudo bem. Se em pelo menos uma das 13 cenas do dia você conseguir alcançar seu 100%, isso já é uma vitória. No cinema, há mais tempo e preparo para cada cena. Por vezes gravamos apenas 2 cenas por dia e saímos exaustos. Quanto ao processo criativo, não creio que muda muito, fico pensando intensamente no meu personagem seja na TV ou no cinema."

Essa travessia entre formatos, ritmos e linguagens ajuda a explicar por que Montaleone encara o momento atual da carreira como uma fase de expansão. Seja em narrativas intimistas ou em produções de grande alcance, o ator segue interessado em personagens que ampliem seu repertório. No fim das contas, é justamente essa busca por boas histórias, capazes de emocionar, atravessar gerações e encontrar novos públicos, que continua guiando suas escolhas.

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do BOL

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