Quando se avista o caos
Há umas semanas publicámos uma reportagem na zona do Martim Moniz, que foi feita a ‘meias’ com o padre Edgar Clara, que tem a seu cargo nove igrejas na zona. Fiquei particularmente impressionado com um grupo, ou associação, como se queira, criado por estrangeiros, de diferentes nacionalidades, desde os EUA, Israel, França, Moçambique, Inglaterra, Alemanha, e por aí fora, além de portugueses. Juntaram-se num grupo de WhatsApp, que serão cerca de 100, mas no Facebook andarão perto dos mil. O objetivo deles é denunciar às autoridades e aos políticos, leia-se junta de freguesia e câmara municipal, o que está mal na zona, filmando o consumo de heroína e crack, os assaltos, o assédio a mulheres, e a ‘nojeira’ em que estão as ruas, duas horas depois de passarem os serviços de limpeza, devido à falta de higiene de alguns comerciantes e de muitos dos passantes.
Contaram-me que o grupo tenta ‘embelezar’ algumas ruas, pedindo autorização para plantar árvores, e colocando vasos, solicitando a ajuda da câmara e da junta para ‘tratarem’ da iluminação, que é destruída frequentemente. O ‘grupo’ terá surgido como forma de pressionar a Polícia, pois sempre que detetavam alguma situação ‘perigosa’, ligavam incessantemente........
