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O ‘Marcelismo’ de Frederico Varandas, o (falso) ‘novo líder’

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20.03.2026

A histórica vitória do Sporting sobre o Bodo/Glimt e a reeleição de Frederico Varandas como presidente foram, conjugados, ‘o acontecimento da semana’, não apenas pelo resultado expressivo nas urnas (89,47%) e também no relvado (5-0), mas sobretudo por duas outras razões: primeiro, porque no plano desportivo a goleada correspondeu a uma reviravolta na eliminatória depois do resultado negativo registado na Noruega (0-3) e, em segundo lugar, porque o futebol exibido pelos leões foi de uma expressão rara nos relvados nacionais, permitindo-lhes jogar os quartos-de-final da Champions, frente ao Arsenal, a primeira mão em Alvalade a 7 de abril e a segunda mão, em Londres, uma semana depois, a 14.

Será o reencontro de toda a estrutura do Sporting, jogadores e equipa técnica, com Gyökeres – e podemos até começar por aqui porque uma das grandes surpresas da época foi a rápida adaptação do seu substituto no Sporting, Luís Suárez, em rendimento e na capacidade de relacionamento técnico-tático com os colegas, uma vez que se pensava, no universo de Alvalade e fora dele, que o ponta-de-lança sueco seria praticamente insubstituível.

Não se podem comparar as Ligas inglesa e portuguesa, nos ritmos, nas dinâmicas individuais e coletivas e também nas vicissitudes (dentro e principalmente fora do campo), mas é inegável que aqui, no pátrio solo, poucos eram aqueles a pensar que não se iria falar quase em permanência de Gyökeres e da sua ausência, sempre que se falasse no Sporting.

E a verdade é que aconteceu, até porque a adaptação de Gyökeres à ‘realidade-Arsenal’ foi difícil e delicada, estando agora num ponto crescente, e Luís Suárez rapidamente deu sinais de que, mesmo sendo um ponta-de-lança com outras características, menos ‘profundo’ mas mais ‘associativo’, sem perda do ‘faro de golo’, poderia ser, como é e como era Viktor Gyökeres, uma pedra angular no Sporting.

Tudo isto confere mais força ao presidente Frederico Varandas, agora reeleito praticamente sem oposição, e depois de um ridículo ‘debate’ (?) com Bruno Sá, que decidiu ir a jogo quando as circunstâncias nem sequer o aconselhavam (foi basicamente para se dar a conhecer e para ‘marcar terreno’ para o futuro), mas se a vitória do reeleito líder do Sporting foi tão expressiva como a goleada sobre o Bodo/Glimt há manifestações ‘varandísticas’ que suscitam algumas interrogações não apenas como presidente dos leões mas sobretudo no seu enquadramento no futebol português em geral, do qual ele........

© SOL