A reforma inadiável
É fácil criticar o Governo, qualquer que ele seja, por tragédias que dantes atribuíamos à vontade divina. Os anglo-saxónicos ainda utilizam, nas apólices de seguro, o termo ‘act of God’, o ato de Deus. Se a existência de Deus depende da convicção de cada um, devíamos perceber que o Diabo existe de facto e está no Estado português, condicionado por uma estrutura absurda de poderes centralizados e intermédios, com competências sobrepostas que se digladiam entre si.
Tudo se complica pela voz de pressurosos ‘especialistas’ que dizem uma coisa e o seu contrário, contagiando intermináveis programas televisivos e inspirando os comentadores do ‘bota abaixo’ que rendem audiências.
Incólumes ao escrutínio ficam as estruturas operacionais que fracassam, mas são louvadas pela sua abnegação e heroísmo. Mesmo quando se limitaram a correr atrás do prejuízo.
Acusa-se o Governo de falhas........
