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Farpas e farsas

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15.08.2026

Com o fim do Casados à Primeira Vista, a SIC precaveu-se e antecipou a necessidade de preencher os slots de domingo de Agosto, criando um produto chamado Portugal Criminal, onde se propõe recuperar e recapitalizar as mais conhecidas histórias de crime violento dos últimos tempos em Portugal. O primeiro episódio foi dedicado ao Rei Ghob, um “excêntrico” sucateiro de nome Francisco Leitão, que mais tarde se veio a revelar um louco assassino, fazendo desaparecer três jovens na zona da Lourinhã em 2010. O modelo criado pela SIC é mais Netflix e menos peça de informação, nota-se um rigor em colar-se à construção narrativa com timeline que tem garantido o sucesso dos produtos do género do canal de streaming, particularmente os documentários da Netflix sobre crime produzidos em Espanha. O primeiro episódio de Portugal Criminal foi empolgante, mas teve algumas dificuldades em prender a atenção durante as suas duas horas de duração, não teria sido descabido a SIC partir o episódio em dois fins de semana, mas, para isso, a produção teria de ter construído dois arcos de narrativa, e isso seria uma dor de cabeça para quem concebia o guião. O episódio de estreia terminou em alta, com um dos depoimentos mais brutais e corajosos do documentário, do pai de Luís Pinheiro, namorado de uma das vítimas, que nunca ultrapassou o facto de ter sido responsável por dar a conhecer uma das vítimas, a Joana, ao assassino, Rei Ghob.

Segunda-feira, 3 de agosto

Sim, a CNN Portugal lançou para as redes sociais a informação de que um motociclista teria morrido após uma colisão com um avião na Ponte 25 de Abril. Um leitor atento ao que se passa no país teria reparado no lapso da notícia, pois em vez de um avião foi um camião a embater no motociclista, mas quem pode ser leitor atento quando as notícias são lançadas com tão pouca atenção? Já há umas semanas atrás, para não fugir do tema, o NOW tinha dado a notícia de que um “aeroporto” teria aterrado de emergência no Porto…

Terça-feira, 4 de agosto

Foi a semana da coca nas nossas televisões, com a mega-apreensão pela PJ de toneladas de cocaína descobertas num porta-contentores ao largo de Sines, para não falar de outros casos na mesma semana que envolveram o sucesso das autoridades na interrupção dos circuitos no tráfico de estupefacientes em Portugal. Mas, todas as vezes que operações destas são divulgadas pelas autoridades responsáveis, coloco-me sempre na óptica do utilizador (salvo seja), com natural curiosidade sobre o que acontece a toda esta droga depois da apreensão e antes da suposta destruição. Essas dúvidas reais passaram esta semana para alguns........

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