Não há reforma sem rutura
Confesso que admiro a paciência e credulidade (excluindo, em absoluto, qualquer ingenuidade política) da ministra Maria do Rosário Palma Ramalho para, ao fim de mais de 200 horas de reuniões e negociações em sede de concertação social, ter admitido que ainda seria possível a UGT apresentar um conjunto de propostas que permitisse a viabilização de uma reforma laboral.
Era, ab initio, uma impossibilidade! Jamais em circunstância alguma uma central sindical - a UGT como a CGTP - aceitaria subscrever um acordo para uma verdadeira reforma laboral, sobretudo considerando as necessidades de flexibilização e desburocratização do mercado e das leis do trabalho.
O único acordo que Governo, patrões e trabalhadores poderiam subscrever em conjunto seria sempre uma mera revisão pontual de umas quantas normas ou regras da legislação em vigor.
Uma reforma, uma verdadeira reforma laboral, com impacto no mercado e na economia nacional, não será nunca objeto de concordância ou de consenso entre os parceiros sociais.
Porque o país........
