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Morreu o Dr. José Maria Ricciardi (Banqueiro)

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26.03.2026

Os valores morais e as regras sociais são a pré-condição essencial a qualquer espécie de empreendimento cooperativo (Francis Fukuyama).

José Maria Ricciardi preocupou-se, desde muito cedo (13 anos), com os valores morais e sociais, e o seu caminho foi sempre balizado pela procura do bem dos outros, que foram muitos à sua volta, e que sempre procurou ajudar, desde que trabalhassem para uma finalidade social, com ética, com lealdade, com verdade e com honestidade.

Nunca se preocupou em ser mais ou em ter mais, mas sim em colaborar num grupo familiar em que, durante anos, foi um exemplo de seriedade e honestidade. Bem integrado no grupo familiar, trabalhou “sem olhar para o relógio” e nunca sobrepôs qualquer interesse pessoal em detrimento do grupo.

Ao ajudar todos à sua volta, nunca esqueceu a finalidade da vida Humana e os meios de a alcançar. Boa pessoa e com grande integridade de carácter, como dizia Fidelino de Figueiredo (nunca esquecer que carácter significa marca), e sempre fez jus a essa qualidade.

Sofreu bastante com o desvio de alguns, que julgavam que valia a pena esquecer o que lhes tinham ensinado os seus antepassados, que sempre foram uma mais-valia para a economia do País. Para além do desgosto profundo que a situação lhe criou, nunca o ouvimos “dizer mal”, mas apenas a “apontar o mal”, lamentando o sucedido. Vimos sempre, na sua mente, uma forma possível, no futuro, de compensar quem tinha sido prejudicado. Não teve tempo, mas esta foi sempre a sua determinação!

Nesta hora difícil para a família, endereçamos sinceros pêsames. Acompanhámos a sua vida desde os 13 anos de idade até aos 71 anos e, por isso, sabemos o que se passou, já que fomos testemunha.


© SOL