Imagine-se sem a União Europeia
Estreito de Ormuz bloqueado. Vinte e sete governos a concorrerem – uns contra os outros – para assegurar reservas de gás e de petróleo. Portugal, sozinho, a tentar negociar as tarifas sobre o vinho, a cortiça ou o calçado, com os Estados Unidos da América de Trump. O excedente industrial chinês a entrar descontroladamente no nosso território. Dificuldade em cambiar escudos (em vez de euros) para pagar o petróleo, que não pára de subir. Drones russos a testarem as reações de cada Estado, um a um, à procura de vulnerabilidades.
Nada disto é ficção. É apenas o mundo que teríamos se, há quase 70 anos, alguém não tivesse tido a coragem de começar.
No debate sobre o Estado da União, Ursula von der Leyen disse que a União Europeia está mais forte do que nunca, mas que pode parecer tão precária como nunca. Tem razão nas duas coisas. Nos últimos anos, a Europa libertou-se da dependência do gás russo, manteve-se ao lado da Ucrânia e tem negociado........
