Continuo a apaixonar-me por esta cidade
Lisboa tem o dom raro de me irritar profundamente…e cinco minutos depois lembrar-me porque nunca a consigo deixar. Na semana passada regressou o sol (finalmente!) e com ele regressaram também as minhas caminhadas a pé, desta vez numa misto de necessidade (carta de condução suspensa 3 meses por uma multa de excesso de velocidade em 2022 – sim 2022!) com o prazer habitual que me faz percorrê-la vezes sem conta, de Campo de Ourique até à Baixa e dela até outra colina qualquer. A cidade tem muitos defeitos. O trânsito cansativo que já abandonou a hora de ponta para passar a “dias em pontas”, as rendas que empurram os locais para fora, a parafernália de tuk-tuks, trotinetes e afins, que se multiplicam como gaivotas, os prédios comprados para fotografia de turista e não para vida de gente e o lixo que se amontoa em cada esquina sem que alguém consiga resolver o assunto.
Mas depois há um fim de tarde.
Há sempre um fim de tarde.
Depois de reuniões que me preencheram o dia, lá fui eu, do Jardim da Parada ao jardim da Estrela, com........
