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Viva o descanso!

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Portugal tem um grave problema de produtividade. Todos o sabem e, ao longo de anos que se perdem no tempo, as chamadas de atenção repetem-se sem que algum resultado objetivo se veja. Pelo contrário. Somos um país que parece gostar, sobretudo, de festa e descanso. Veja-se o que aconteceu, nas últimas duas semanas: feriados e mais feriados, baixas por doença providenciais encostadas aos sábados ou às segundas-feiras, pontes e mais pontes, para as quais até as greves contribuem. É caso para dizer que todos os santos ajudam à preguiça. Ainda por cima o sol traz o convite irrecusável para que se aproveite o abraço do mar. Acho que se trata de uma realidade inelutável: os portugueses não vão mudar. Não adianta tentar convencê-los de que não é possível, em simultâneo, sol na eira e chuva no nabal. Somos muito bons a reivindicar, a reclamar e a exigir. Temos sonhos de país grande, mas não nos convencemos de que para esses sonhos possuírem alguma consistência, é preciso lutar por eles. Não basta a vozearia e o dedo ou o punho erguidos. Regra número um: trabalhar e produzir, em esforço sério para gerar riqueza, que se possa distribuir.

Os políticos portugueses, voluntária ou involuntariamente, acabam por alimentar esse espírito. Os seus discursos, nunca dissociados da preocupação de agradar a quem os ouve, prometem não o que há, mas,........

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