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Problemas novos, remédios velhos

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07.02.2026

Ninguém está preparado para a devastação que o mau tempo tem provocado. Não alinho, pois, no coro de críticas que são atiradas ao Governo, como se fosse a ele possível travar o vento e atirá-lo, junto com a chuva, para longe do País. As demagogias, de qualquer tipo, provocam-me urticária. Imagens de efeitos de temporais em inúmeros sítios do Mundo entram-nos pela casa dentro, pela Televisão. Ainda recentemente, os Estados Unidos estiveram cobertos de um espesso manto de neve, com efeitos dramáticos no isolamento de populações e, aqui na Europa, situações semelhantes foram registadas. Em Espanha, por exemplo, há milhares de desalojados.

O que fica dito não me impede de reconhecer que a resposta à tragédia em que a tempestade se transformou poderia e deveria ter sido diferente. A angústia das populações afetadas merecia mais. O Presidente da República falou em deficiências na comunicação da parte do Governo, mas se a realidade impunha comunicação exigia, também, no mínimo, proximidade. Aquela que traz atenção, consolo e remédio ou, pelo menos, ajuda de emergência. Essa ajuda acabou por ir para o terreno, com os militares no apoio exigível, mas já quando o som do sofrimento e do desespero se fazia ouvir a um nível insuportável. Dificilmente alguém esquecerá........

© SOL