O Ministro
Fernando Alexandre é, talvez, o melhor ministro deste Governo.
Ao ouvi-lo, esta semana, no Oeiras Education Forum, organizado pela CNN Portugal, mais convencido fiquei quanto à convicção que os últimos dois anos foram desenhando no meu espírito.
Ninguém ignora que o desenvolvimento de um país está intimamente associado ao nível de escolaridade da sua população e à qualidade do ensino que é ministrado. Compete ao Estado proporcionar aos cidadãos igualdade de oportunidades e os bancos da escola são determinantes para que se possa aspirar a que esse objetivo se cumpra.
Fernando Alexandre parece-me conseguir agregar três ou quatro requisitos essenciais: tem uma enorme paixão pela Educação; conhece muito bem o setor e sabe do que fala; olha para as tecnologias como aliado essencial para vencer o monstro que é o seu Ministério e acredita que é exigindo qualidade e não pactuando com o facilitismo que se prepara os jovens para a vida.
Nos primeiros anos da minha carreira como jornalista, tive a meu cargo, no jornal, a área noticiosa da Educação. Pude aperceber-me da enorme confusão em que o setor vivia e acompanhar as discussões em que andava mergulhado, acerca do modelo mais adequado à realidade portuguesa. Muito tempo passou e muitos ministros se foram ocupando da pasta, mudando, ajeitando ou simplesmente remendando o que recebiam.
Sempre fui de opinião que, independentemente das ideologias, o sistema educativo deve obedecer a padrões de referência que sejam reconhecidos pela sociedade como úteis e adequados aos valores que a sustentam. Transversais. Sendo os alunos o seu centro e os professores os agentes fundamentais da sua formação e crescimento, a motivação de uns e outros, bem como a correspondente dignificação, constituem fatores críticos para o sucesso.
Durante décadas, os docentes têm sido tratados como gente menor, mal remunerada, desautorizada, obrigada a andar com a casa às costas e sem incentivos ajustados aos sacrifícios exigidos.
Fernando Alexandre parece revelar uma genuína preocupação com o crónico problema das colocações e substituições de professores, agilizando processos e devolvendo responsabilidade às escolas. Confessa que confia nos sistemas de informação para o ajudarem a emagrecer e ginasticar o Ministério, que é só o maior empregador do País! Para já, conseguiu aglutinar Direções-Gerais, que geravam entropias, e instalar mecanismos de controlo. Não é mau e faz acreditar que poderá ser feliz noutros desígnios, o maior dos quais a qualidade da escola pública, com pragmatismo e exigência. As famílias agradecem, expectantes. Sobretudo aquelas que, descrentes no sistema, fazem das tripas coração para entregarem os filhos ao ensino privado.
1. Não pode passar sem referência o desaire clamoroso de Donald Trump, no Golfo; desastrado e cobarde sai do confronto com o Irão diminuído, internamente e aos olhos do Mundo;
2. Luís Montenegro infletiu o seu modelo comunicacional: ao celebrar dois anos de governação, preferiu as redes sociais para se explicar e exaltar feitos
(sempre é mais cómodo do que enfrentar jornalistas…)
3. O que se passa no Benfica é difícil de conceber. Jamais um treinador, por melhor que seja, é maior do que a instituição. Há muitas ilações a tirar das declarações de Mourinho, após nova perda de pontos.
