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33 anos

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13.02.2026

A vida é uma estrada sinuosa, que exige coragem, espírito de aventura, resistência e uma enorme dose de capacidade para vencer a adversidade, cultivando o otimismo e a esperança. De tudo isto tem sido feita a TVI, a estação que, mais do que qualquer outra, em Portugal, tem sido um exemplo de persistência.

Perdoem-me os leitores e a Direção deste jornal pelo abuso na utilização deste espaço, mas sinto-me compelido a falar no aniversário da TVI, que se celebra, de hoje a oito dias. Faço-o com orgulho e com o reconhecimento de que, ano após ano, semana após semana, dia após dia, a estação se reinventa, transformando as dificuldades em incentivos e os êxitos em obrigações de superação. Ninguém se deslumbra quando ganha e ninguém desanima quando acontecem momentos menos bons. É minuto a minuto que se constrói o dia de amanhã, com a determinação que advém de se saber para onde se quer ir.

São trinta e três anos a viver Portugal e a colocar os portugueses como prioridade do nosso trabalho. 

A TVI, hoje, é mais do que uma Televisão. É o coração de um Grupo de média ambicioso, com alma de vencedor e que pretende continuar a crescer, com marcas cada vez mais valiosas. À estação, que já foi da Igreja, que também pertenceu a espanhóis e que é a única do País com capitais exclusivamente portugueses, estão associadas marcas que constituem referência no audiovisual nacional, tanto na TV por cabo, como no universo digital e, igualmente, na produção de conteúdos para Televisão. A Plural, de braço dado com a TVI, vê a sua assinatura surgir perante os olhos de espectadores de mais de 150 países. Invejável!

São trinta e três anos de um percurso, por vezes, atribulado, mas feliz. Parece muito tempo, mas a verdade é que tudo se passou num ápice, como se o tiro de partida tivesse sido dado ontem.

Perguntam-me, com frequência, por que razão sou avesso a dar entrevistas e não falo mais sobre tudo isso. A resposta não é linear, mas há uma que é muito simples: estou aqui para trabalhar e não para alimentar páginas de jornais e de revistas, que vivem como sanguessugas em cima das TVs e das pessoas que constituem os seus universos. Felizmente há exceções (poucas), mas quanto mais vejo e leio o que se escreve sobre quem faz Televisão e o manancial de considerações que gente sem preparação nem distanciamento produz, não só na Imprensa como nas redes sociais, mais me sinto encorajado a persistir na atitude de discrição que adotei. Não me dou mal com essa prática e congratulo-me por não ceder minimamente às tentações para responder à letra aos disparates e às manifestações de ignorância em que vamos tropeçando. 

A dizer alguma coisa, teria apenas de afirmar a minha grande confiança naqueles que fazem a TVI e a satisfação de ver que são imensos os portugueses que, diariamente, dão o seu apoio à Estação, canalizando força e encorajamento para os seus jornalistas, apresentadores, produtores, técnicos e atores. Acrescentaria que, de olhos bem abertos, mas indiferente a comentários maldosos, comprometidos, servis ou mesmo invejosos, defenderia a continuação, sem tergiversar, de um caminho misto de experiência e inovação, sem medos nem dependências. 

Mais uma vez, na devastação que as as recentes tempestades trouxeram ao País, o jornalismo da TVI e da CNN deu cartas, no sentido de oportunidade, na coragem dos seus profissionais e no rigor com que atuaram, mesmo quando os meios no terreno eram escassos, demonstrando aptidão para com pouco fazer muito. Com esse espírito, quando a acalmia se instalar, cá estaremos para identificar problemas, verificar o que falhou e inquirir das soluções. 

Por coincidência, ainda há poucos dias, tive oportunidade de entregar ao Hospital D. Estefânia a quantia resultante da emissão solidária do Natal passado. Foram mais de 150 mil euros que vão permitir a abertura do serviço de transplantes pediátricos de medula naquele estabelecimento hospitalar e evitar que tenham de se fazer operações dispendiosas no estrangeiro. Que prazer deu observar a satisfação do corpo clínico do hospital e confirmar a utilidade de iniciativas solidárias que, desde sempre, constituem marca no ADN da emissora!

Como se referia no início, cada dia é um desafio diferente. O quotidiano balança entre o que se planeou e o inesperado. É esse o sal da vida. Não vale desistir. Apenas caminhar em frente, sem parar. O futuro não mata. Apenas exige capacidade de ajustamento e transformação. Só isso!


© SOL