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Os ratos na literatura

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05.02.2026

Perseguidos e execrados pelos humanos na vida real, os ratos possuem ainda assim uma distinta linhagem na história da literatura, onde aparecem umas vezes como seres repulsivos e propagadores de doenças, outras vezes como personagens simpáticas. Esopo escreveu a fábula ‘O leão e o rato’ (tema de uma pintura de Peter Paul Rubens que existia em Chequers, a residência de férias do primeiro-ministro britânico, e que Churchill terá repintado porque o rato não estava suficientemente visível!), enquanto Jean de La Fontaine, o equivalente moderno (e francês) de Esopo, nos ofereceu ‘O rato do campo e o rato da cidade’.

Na Inglaterra do século XVII, eles surgem nas peças de Shakespeare e no Diário da Peste de Londres, de Defoe. Na Escócia do século XVIII, Robert Burns intitulou um poema ‘To a mouse’, no qual Steinbeck se inspiraria para o título do seu Ratos e Homens. No século XX temos o meigo ‘Ratty’ de O Vento nos Salgueiros e, inevitavelmente, A........

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