NOVA: Regresso ao futuro
A Universidade Nova de Lisboa vive há largas semanas em clima de guerra civil. Como tem sido amplamente noticiado, o ponto da contenda é o processo de eleição do reitor da Universidade. As armas dessa contenda têm sido normas do Código do Procedimento Administrativo, artigos dos regulamentos e estatutos universitários, providências cautelares e recursos fundamentados, artigos, entrevistas e comentários nas redes sociais. À esgrima processual, juntou-se por vezes a mentira, a insinuação e a (muita) inveja. Como em tantas guerras, na penumbra no fumo e entre os escombros, torna-se difícil perceber o que está verdadeiramente em jogo. Não é a defesa da língua portuguesa; não é a inclinação mais à esquerda ou mais à direita; não é a prevalência desta ou daquela loja maçónica; não é uma luta de professores contra investigadores. E, também, não é uma tentativa da Nova SBE para dominar a Universidade. O que está substantivamente em causa é o modelo de universidade.
Quando foi concebida no final do governo de........
