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Exames à portuguesa

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14.07.2026

Os exames do final do secundário e de acesso à universidade revelam dois aspetos que deviam ser analisados. Por um lado, um sistema baseado no sucesso forçado dos alunos (o ensino público resultado do eduquês e das bizarrias das ciências da educação) é, no final dos ciclos, confrontado com um tipo de exigência que a escola pública não pratica ao longo do percurso. Por outro lado, os exames de final do secundário deviam ser aplicados pelas próprias universidades, como critério de acesso a cada curso, pois são estas que sabem melhor do que ninguém que aptidões e conhecimentos o aluno deve revelar, tendo em conta o curso e o respetivo mercado de trabalho. Claro que as universidades não querem esta medida porque isso implica mais trabalho e mais burocracia sem correspondente compensação financeira.

E se a exigência dos exames finais já expõe as fragilidades de um sistema que não a pratica ao longo do percurso, a forma como esses mesmos exames foram este ano organizados veio confirmar........

© SOL