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A Repopulação dos fascistas ibéricos

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19.02.2026

Graças à análise semanal de Miguel Morgado na SIC, onde mostrou um vídeo da dirigente do Podemos Irene Montero, fiquei a saber que a Extrema-Esquerda espanhola quer retomar as práticas estalinistas de repopulação. Na URSS, os denominados «inimigos de classe», que podiam ser opositores reais ou imaginários e grupos étnicos renitentes aos «amanhãs que cantam», foram deportados para lugares remotos. Milhões de homens, mulheres e crianças morreram, mas o objectivo foi conseguido – aliás, era esse o objectivo.

Porém, apesar do seu ADN estalinista, Irene Montero não pretende deportar ninguém - por enquanto -, mas sim importar. Importar milhões de imigrantes para uma mudança genética e cultural da população espanhola. Como Montero considera que a maioria dos espanhóis são fascistas, logo «inimigos de classe», a solução é uma repopulação de Espanha com imigrantes. E tendo em conta o enlevo da Extrema-Esquerda pelo Islão, é provável que os crentes desta religião sejam o tipo ideal de imigrantes com que ela deseja repovoar Espanha. Um regresso ao edénico Al-Andalus.

Contudo, na sua utopia de amanhãs onde imigrantes cantam, parece ter escapado a Montero um detalhe. A nova sociedade progressista \ wokista idealizada pelo seu partido poderá não agradar a estes imigrantes. Porque, em questões como direitos das mulheres e LGTB, a maioria deles são mais reaccionários do que Monsenhor Escrivá de Balaguer. São, pois, uns fascistas do piorio que seriam bem capazes de obrigar a própria Irene a cobrir o cabelo, tapar a cara e aceitar um marido polígamo.

Porém, caso esta repopulação de fascistas espanhóis traga ainda mais fascistas para Espanha, é provável que a Isabel Montero ocorra uma nova inspiração estalinista para se ver livre desta corja: as Checas – os centros de detenção que durante a Guerra Civil de Espanha os Republicanos usaram para prender, torturar e matar fascistas e católicos. Primeiro, prendiam-se os fascistas e depois levavam-se a «dar el paseo». É claro que para levar milhões de fascistas a «dar el paseo» eram preciso pôr a Renfe ao serviço do progressismo. Um sistema com vagões de gado semelhante ao que os nazis usaram durante o Holocausto seria o ideal. Contudo, para não haver demasiadas semelhanças com os métodos nazis, o «el paseo» seria mesmo um passeio com abate imediato de fascistas à chegada. E, para manter viva a memória da Guerra Civil de Espanha, um bom local de destino para estes fascistas seria Paracuellos.

Em Portugal, os partidos irmãos do Podemos – o Bloco de Esquerda e o partido Rui Livre Tavares – ainda não se pronunciaram sobre esta possibilidade de também por cá se escancarar ainda mais a porta à imigração para uma substituição da população portuguesa – com imensos fascistas, como se sabe. Mas, dada a relação dos imigrantes com as mulheres e as minorias sexuais, é compreensível que hesitem. Afinal, não temos a tradição de «dar el paseo» e o Tarrafal já não é nosso.

Ps: a minha crónica Jesus até foi islâmico – e votaria em Seguro parece ter ofendido alguns católicos que não entendem a ironia. Gostaria, pois, que soubessem que admiro a figura de Jesus Cristo e me considero um cristão agnóstico. E quanto a Ele votar em Seguro, acho que não o faria.


© SOL