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Defesa Nacional: a soberania não se improvisa

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08.05.2026

É um dado adquirido, na maioria dos quadrantes políticos em Portugal, que investir mais na Defesa Nacional é um imperativo para a nossa soberania, para os interesses de política externa e para a credibilidade nacional no âmbito da NATO.

No entanto, apesar do consenso e dos incentivos externos, a situação não é fácil porque, entre programas de ajustamento, constrangimentos orçamentais e de opções políticas sucessivas, as Forças Armadas foram reestruturadas, reduzidas e por vezes tratadas como variável negligenciável.

Entre 2015 e 2024, em particular, Portugal aproximou-se de tudo aquilo que um país soberano não deve aceitar na sua Defesa Nacional ao ter permitido que a tática política e o enviesamento ideológico tomassem conta dos critérios de decisão.

Por tudo isto, hoje, o estado de prontidão das Forças Armadas, a sua capacidade de reter talento e responder estrategicamente aos novos desafios é muito menor. Portugal não pode, por isso, perder a oportunidade de fazer, bem e depressa, o que é necessário para recuperar este pilar essencial da nossa soberania.

Um primeiro passo na direção certa é concluir urgentemente a revisão do Conceito Estratégico de Defesa Nacional, atualizando-o face às principais alterações de contexto das ameaças e das transformações na forma de fazer a guerra.

A versão conhecida em 2023 apresenta um conjunto de ideias fortes que importa saudar, desde logo a abordagem whole-of-government, integrando as dimensões económica, tecnológica e ambiental, algo que os nossos aliados........

© SOL