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Pedro, o católico (quando dá jeito)

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02.04.2026

Assistimos, com a perplexidade de quem observa uma aparição mariana num comício do PSOE, ao mais recente prodígio da era sanchista: a transubstanciação do ateísmo militante em ‘devoção’. Para o inquilino do Palácio da Moncloa, o catolicismo é item de consumo sazonal, como as alpargatas no verão, e o Cardeal Pierbattista Pizzaballa não é um sucessor dos Apóstolos, é o mais recente parceiro de coligação, um ‘compañero de viaje’ que tem a vantagem de não pedir ministérios nem lugares no conselho de administração da Telefónica.

O presidente do governo espanhol que não faz o sinal da cruz nem por decreto, descobriu que o Evangelho dominical (desde que lido com os óculos da crítica virulenta a Israel) é um excelente programa eleitoral para o consumo interno da esquerda radical e para a projeção externa do ‘señor no!’.

A conversão de Sanchéz ao catolicismo no domingo de ramos e a sua súbita e inesperada preocupação com a ‘liberdade religiosa’........

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