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Os perigos dos escritos anti-socialistas

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19.02.2026

O PSOE de Pedro Sánchez transformou-se numa máquina de colecionar dêbácles. Sejam elas de caráter eleitoral, institucional, ou até mesmo moral, o facto é que o socialismo espanhol, à semelhança, aliás, dos socialismos um pouco por toda a parte, atravessa uma crise profunda. Crise esta que é, por sinal, mais ou menos transversal a todas as correntes de pensamento tradicionais do Ocidente. Mas o caso espanhol é especialmente preocupante porque, utilizando o combate à ‘ultra-derecha’ como instrumento predileto, Sánchez vai-se aferrando ao poder enquanto deixa atrás de si um assombroso rasto de degradação democrática e, ainda mais importante, de supressão das liberdades individuais.

Cada vez mais rejeitada pelo eleitorado – como fica claro pelas eleições na Estremadura em dezembro e em Aragão no domingo passado –, a esquerda espanhola luta desesperadamente pela revitalização. E parece estar a tentar fazê-lo não através de uma reinvenção política, mas sim por meio do aparelho do Estado. A bandeira mais recente de Sánchez, que lhe tem valido o aplauso de uma esquerda (não só espanhola) que o tenta projetar como o último baluarte da........

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