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Os jardins do Ocidente

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11.06.2026

O fatalismo é inimigo da liberdade. Tem uma capacidade anestesiadora que faz com que nos sintamos à mercê da história, que pouco mais temos a fazer senão resignar-nos perante a sua corrente impiedosa. Este sentimento tem duas origens: primeiro, o próprio ensino da história, que tende a secundarizar, quando não mesmo apagar, o papel da agência individual no seu decurso. Se aconteceu, foi porque tinha de acontecer e individuo algum poderia ter feito algo que alterasse um destino imposto por este conjunto de forças impessoais; depois, a crise de identidade e de confiança que mina, de forma mais ou menos geral, o Ocidente. Mas o sentimento não é de agora, é certo.

Se voltarmos à primeira metade do século XX, não é difícil identificar momentos em que o fatalismo se havia tornado um beco sem saída. Pense-se num jovem que tinha 15 anos de idade em 1918. A sua juventude foi marcada pela carnificina da I Guerra Mundial e a sua entrada na vida adulta deu-se num período onde as consequências da Grande........

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