O Matuto e a Formiga Embarcada
Mas em tempos de antanho, o Matuto teve um bom amigo que era pescador exímio. Inclusive de águas profundas. Certa noite de lua redonda e luminosa, o Matuto e o Duarte foram à pesca. Aquela lua imensa, teatral, dourando areia e água. A parafernália da faina pesqueira foi levada para o barquito: canas e carretos, linhas e chumbadas, anzóis de vários calibres, iscos cuidadosamente acondicionados, a caixa dos apetrechos, o balde, o cesto e a faca. Nada fora esquecido. A noite prometia. O mar aguardava. O barco afastou-se da margem.
Meras silhuetas em movimentos precisos num palco enluarado. Gestos sóbrios com ordem e finalidade.
É o limite extremo da natureza. A beleza do apelo........
