Burocracia ou Burrocracia política
Portugal vive há décadas com um problema estrutural perfeitamente evidente que já não pode ser disfarçado com retórica ou anúncios avulsos de modernização: a incapacidade crónica do Estado para se reformar a si próprio.
No meu livro Declínio não é o Destino – Uma revolução inteligente para Portugal, defendo que o país não está condenado – mas está, sim, bloqueado e refém da burocracia. Legislatura após legislatura, assistimos ao mesmo padrão. As alterações de governo, alteram prioridades discursivas, criam novos programas e slogans, mas no essencial há uma grave continuidade. Os processos não são redesenhados, a máquina não é simplificada e a estrutura do Estado não é repensada. Reforma-se à superfície, conservando-se o essencial da burocracia.
Se formos à origem do problema, verificamos que o Estado português foi sendo progressivamente ocupado por lógicas........
