A vida é uma mulher
Foi a criação divina revelada no cinema, a musa de uma geração e, mais tarde, o símbolo da causa animal. Gerou paixões e ódios, moveu multidões e criou polémicas. Mas numa era em que se cultiva a fealdade, é a sua beleza que fica.
Da longa lista da sua filmografia, há a tentação de recordar imediatamente …E Deus Criou a Mulher, o êxito de 1956 realizado pelo primeiro marido, Roger Vadim. Mas, na partida de Brigitte Bardot, lembrei-me de Vida Privada (1961), de Louis Malle, em que contracenou com Marcello Mastroianni. Neste filme cativante, interpreta Jill, uma modelo e actriz que é perseguida pelos paparazzi e pelo público. A pressão do estrelato cristaliza-se na cena memorável e claustrofóbica do elevador, em que........
