O fascismo e os fascismos
1. Comprei recentemente um livro de Zeev Sternhell (e de outros historiadores) intitulado, em francês, Naissance de l’idéologie fasciste. Já tinha lido, em português, outro livro seu: Nem direita nem esquerda - A ideologia fascista em França.
Este último levou-me a olhar com interesse para a forma como os fascismos seduziram, nos anos trinta e quarenta do século passado, muita gente e, no que nos diz respeito, alguma da juventude da então frágil classe média portuguesa.
A tese desenvolvida em tais livros resume-se assim: o fascismo pretendeu apresentar-se como um movimento antissistema, que visava ultrapassar os antagonismos de classe, muito acesos e evidentes nas democracias liberais.
Defendia, ainda, estar acima da divisão tradicional entre direita e esquerda e desejava, em nome da unidade da nação, constituir uma ponte entre os legítimos interesses de uns e de outros.
Segundo........
