O amor ao território como força motriz da esperança
Há uma feliz coincidência que se repete todos os verões, em especial em concelhos pequenos: durante algumas semanas parece que nova vida regressa. Os nossos emigrantes voltam à terra que nunca deixaram de trazer no coração, as aldeias e vilas reencontram a sua energia e as famílias voltam a sentar-se à mesma mesa.
Depois de agosto, regressa o silêncio. Permanecem aqueles que nunca partiram e os que, apesar de todas as dificuldades, continuam a acreditar que é possível viver e construir por aqui futuro. Ficam os jovens que insistem trabalhar a vinha, preservando uma atividade cada vez mais difícil. Ficam os mais velhos, guardiões da memória e dos valores........
