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Uma nova era para os pagamentos em 2026: as tendências que estão a redefinir o futuro do setor

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03.03.2026

Por David Jofre Tejada, Vice President, Business Development da Shift4

O setor dos pagamentos está a caminhar para um modelo mais simples para os comerciantes e uma experiência mais integrada para os consumidores. Neste contexto, para este ano antecipam-se três tendências que parecem destinadas a impulsionar de forma decisiva a referid evolução: a integração total do sistema, o aumento dos pagamentos self-service e as novas abordagens para a liquidação de pagamentos à escala global.

Tudo em um: menos fornecedores, maior controlo

A primeira grande tendência é a consolidação das plataformas “All-in-One” (tudo-em-um). Durante anos, os comerciantes e restaurantes contavam com diferentes fornecedores para pontos de venda, pagamentos, programas de fidelização e gestão empresarial. Em 2026, este modelo fragmentado poderá deixar de ser sustentável.

Agora, as empresas podem gerir o inventário, as reservas, as encomendas online, os pagamentos nacionais e internacionais e os programas de fidelização a partir de um único ambiente. Esta redução da necessidade de integrar vários sistemas diminui o atrito operacional e os custos associados, para além de potencialmente melhorar a experiência do cliente.

Para além disso, centralizar os processos facilita a obtenção de informações em tempo real, a antecipação da procura, a otimização do cashflow e a tomada de decisões estratégicas com base em dados concretos.

Pagamentos integrados e self-service: uma experiência mais rápida

Outra tendência emergente centra-se na própria experiência de pagamento. O mercado exige agora que os pagamentos sejam integrados de forma nativa no software empresarial, em vez de serem adicionados posteriormente. Esta mudança permite aos programadores criar experiências de pagamento sem falhas e que não dependem de gateways externos ou processos manuais.

Para as empresas, esta abordagem pode levar a menos erros, reconciliação mais rápida e maior flexibilidade para introduzir novos recursos financeiros sem interromper as operações. As empresas que adotarem a integração nativa antecipadamente ficam mais bem posicionadas para cobrir as crescentes expectativas de velocidade, fiabilidade e eficiência nos pagamentos.

Stablecoins: pagamentos e liquidações sem restrições de tempo

Este ano, a utilização de criptoativos no comércio vai provavelmente evoluir para modelos mais práticos, com as stablecoins a assumirem o papel principal. Começam a surgir soluções de liquidação global que mostram como as empresas vão poder receber pagamentos em stablecoins, como USDC, USDT, EURC ou DAI, recorrendo a redes amplamente utilizadas como Solana, Polygon, Ethereum, Stellar, TON, Base ou Plasma.

Isto traz vantagens claras: permite que os fundos sejam movimentados 24/7, sem estarem limitados ao horário bancário; reduz os custos associados às transações transfronteiriças; e, ao centralizarem a liquidação em stablecoins, as empresas podem minimizar a sua exposição à volatilidade das criptomoedas e otimizar a sua gestão de caixa global.

Quando combinada com sistemas de pagamento integrados, a liquidação em stablecoins demonstra como as inovações no mundo fintech podem aumentar a eficiência operacional, a transparência e a velocidade nas operações financeiras das empresas, independentemente do tamanho ou localização destas.

Até ao final deste ano, os pagamentos vão evoluir para um ecossistema totalmente conectado. O pagamento já não será apenas a etapa final de uma compra; ele pode tornar-se uma ferramenta central para a gestão empresarial. Observando estas tendências, as empresas que se adaptarem antecipadamente vão obter uma vantagem competitiva em termos de eficiência e experiência do cliente. Sigamos rumo a um ecossistema de pagamentos mais ágil, integrado e global!


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