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No Dia dos Namorados, decidiu o coração ou o algoritmo?

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19.02.2026

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No Dia dos Namorados gostamos de acreditar que estamos a escolher algo único para  alguém especial. Um presente pensado, pessoal, carregado de intenção. E eu também  gosto de acreditar nisso, atenção! A ideia é bonita. Só que a realidade é menos romântica e  mais reveladora. Milhões de pessoas acabam por ver as mesmas sugestões, os mesmos  destaques e as mesmas listas de “mais vendidos”. 

E isto não acontece por falta de amor. Acontece por excesso de pressão. 

Nunca tivemos tantas opções e, paradoxalmente, nunca foi tão difícil decidir. Quando a  compra é emocional, o risco pesa mais. Errar numa compra funcional incomoda. Errar  numa compra simbólica deixa marca. Neste dia, essa diferença torna-se impossível de  ignorar. 

Quem trabalha em marketing e comércio eletrónico sabe-o bem, porque vê o padrão a  formar-se com uma nitidez quase desconfortável. A procura concentra-se em categorias  quase universais: flores, chocolates, perfumes, joalharia, experiências para dois, entre  outros. As decisões são rápidas, a margem para ousadia é curta e a entrega a tempo vale  mais do que a ideia mais criativa do........

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