No Dia dos Namorados, decidiu o coração ou o algoritmo?
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No Dia dos Namorados gostamos de acreditar que estamos a escolher algo único para alguém especial. Um presente pensado, pessoal, carregado de intenção. E eu também gosto de acreditar nisso, atenção! A ideia é bonita. Só que a realidade é menos romântica e mais reveladora. Milhões de pessoas acabam por ver as mesmas sugestões, os mesmos destaques e as mesmas listas de “mais vendidos”.
E isto não acontece por falta de amor. Acontece por excesso de pressão.
Nunca tivemos tantas opções e, paradoxalmente, nunca foi tão difícil decidir. Quando a compra é emocional, o risco pesa mais. Errar numa compra funcional incomoda. Errar numa compra simbólica deixa marca. Neste dia, essa diferença torna-se impossível de ignorar.
Quem trabalha em marketing e comércio eletrónico sabe-o bem, porque vê o padrão a formar-se com uma nitidez quase desconfortável. A procura concentra-se em categorias quase universais: flores, chocolates, perfumes, joalharia, experiências para dois, entre outros. As decisões são rápidas, a margem para ousadia é curta e a entrega a tempo vale mais do que a ideia mais criativa do........
