Pax Romana x Paes Carioca – por pastor Zé Barbosa Jr
Há algo de profundamente irônico — e revelador — na decisão de instalar um palco gospel no Réveillon do Rio de Janeiro. Não se trata de pluralidade religiosa, como tentam vender os assessores de ocasião, mas de apropriação simbólica e apagamento histórico. O Ano-Novo carioca não nasceu nos púlpitos, mas nos terreiros. Ele brota do candomblé, das oferendas a Iemanjá, da relação ancestral entre o povo negro, o mar e o tempo. Durante décadas, essa mesma celebração foi demonizada pelos “crentes”, tratada como feitiçaria, idolatria e obra do diabo. Agora, quando se torna um produto turístico bilionário, ela é “redimida” pela presença de um palco gospel, como se precisasse ser purificada. Notadamente uma mistura entre racismo religioso e tentativa de agradar o fundamentalismo evangélico carioca.
O disparate ganha contornos ainda mais graves quando o prefeito Eduardo Paes, ao reagir às críticas, refere-se aos........

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