Juros trilionários
Agora é oficial. Os números estão disponíveis nas páginas do governo brasileiro na internet. Até então, trabalhava-se com estimativas e projeções. E o acumulado dos últimos 12 meses apontava para uma aproximação de casa decimal para chegarmos ao valor. A partir de 30 de janeiro de 2026, porém, com a divulgação do boletim do Banco Central (BC) contendo as Estatísticas Fiscais consolidadas para o exercício de 2025, sabe-se que a administração pública brasileira realizou despesas com o pagamento de juros da dívida pública em valor superior a um trilhão de reais.
De acordo com as informações divulgadas pelo banco, o volume total de gastos com a transferência de recursos aos detentores de títulos do endividamento do governo federal foi de R$ 1,008 trilhão. Como diria o Presidente Lula em seus momentos de maior inspiração, nunca antes na História deste País o volume de despesas financeiras ao longo de um exercício fiscal alcançou tal patamar. Uma loucura! Esse montante de 2025 foi 6% mais elevado do que o registrado em 2024, quando o total havia chegado a R$ 950 bilhões.
Como os registros são apontados mensalmente, vale ressaltar que os períodos do segundo semestre foram bem mais elevados do que os primeiros seis meses do ano. Talvez a principal razão seja a elevação continuada da SELIC a cada nova reunião do Comitê de Política Monetária no ano (saindo de 13,25% para 14,25% e depois para 14,75%), permanecendo no nível de 15% a partir de julho. Isso significa que o impacto da referência de remuneração financeira sobre o estoque crescente da dívida pública foi muito mais potente no período julho a dezembro do que o período janeiro a junho do ano passado.
Juros de R$ 1 trilhão: nunca antes na História deste País.
Assim, no primeiro semestre o volume de juros alcançou R$ 417 bi e saltou........
