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Pergunte ao bolsonarista: sua filha é cidadã ou objeto?

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21.09.2026

Pergunte ao Bolsomínion – Você fica feliz com sua filha sendo tratada como objeto de prazer masculino?

Nas eleições, como na vida, parte dos seres humanos tende a proteger seus frágeis egos das consequências de seus atos. 

Um dos aspectos da desvinculação entre atos e consequências é a alienação moral, mediante a qual o resultado concreto das ações é ignorado, negado ou minimizado. Alguns exemplos históricos serão didáticos.

A partir da primavera de 1945, os admiradores de Mussolini se escudavam na ignorância de que os fascistas houvessem jogado gás venenoso sobre populações civis na Etiópia; diziam “não poder imaginar” que vinte anos de discursos a favor da guerra, por parte do Duce, levariam a Itália à Guerra; e elogiavam o governo do monstro por “ter feito os trens chegar no horário”.

Naquele mesmo 1945, os fãs de Hitler dentre as populações vizinhas aos campos de extermínio buscavam também a absolvição moral pela “ignorância” das máquinas de morte e consideravam o genocídio perpetrado “impensado”, apesar de estar desenhado nas páginas de “Mein Kampf” desde 1924. Na sucessora República Federal, criaram o movimento de negativa da existência do Holocausto (movimento ante o qual foi cunhado o termo “negacionismo”, no sentido que conhecemos).

Começa a não ser tão diferente na Trumplândia de hoje, com os Maga “fazendo a egípcia” para a odiosa concretização de quase todos os planos do autocrata pedófilo que ocupa a Casa Branca. Não bastantes a inflação, o desemprego e a perda de competitividade, usam antolhos para não ver a ostentada compra de votos, nem a maior corrupção de um presidente em 250 anos de história. E muito menos enxergam o........

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