Neymar precisa estar na próxima convocação
Ancelotti divulgará convocação para jogos contra França e Croácia no dia 16 de março, os últimos amistosos antes da Copa do Mundo.
Neymar está em discussão por ter jogado poucas partidas nesta temporada e por não apresentar desempenho consistente, recém-saído de lesão.
O autor argumenta que, apesar dos problemas de Neymar, a seleção brasileira também não atravessa bom momento sem ele, sem jogadores que garantam qualidade no banco.
Ancelotti deve fazer uma avaliação física e tática com Neymar para definir se ele pode render na Copa, considerando que faltam apenas 100 dias para o mundial.
No dia 16 de março, o treinador Carlo Ancelotti divulgará os convocados para as partidas do Brasil contra França e Croácia, os últimos amistosos antes da Copa. Depois de Coreia, Japão, Tunísia e Senegal, chegou a vez dos europeus. Seria importante Neymar estar na lista de Carleto.
Mas, qual o motivo de se discutir o assunto agora, faltando 15 dias? E Neymar está jogando o suficiente, quantitativamente falando? Ou em termos técnicos, tem mostrado futebol para estar lá? O que ele tem feito para justificar uma convocação?
1) Tem jogado poucas partidas, recém saiu de uma contusão.
2) Não, não o tem jogado bem, de forma constante. O jogo contra o Vasco foi uma exceção.
3) Pelo que tem mostrado, realmente não merece ser chamado.
E eu convocaria assim mesmo.
Existe um velho chavão no futebol, que esconde um jeito acomodado de trabalhar: seleção é momento. Os melhores devem ser chamados.
Ora, em um futebol com profusão de craques, o tal chavão não vale. A cada semana, a cada rodada, teríamos alguém a nos maravilhar. E em tempos de carestia, com muita gente que nao se firma, também. A cada semana, o treinador faria uma escalação diferente. Já pedimos Endrick, Kaio Jorge, Vitor Roque e até Rayan.
Assim, nunca teremos um time.
E o treinador da seleção seria refém das escolhas dos treinadores de clubes.
Imagine que Ancelotti, como eu, seja fã de Pedro. Ele não poderia ser chamado porque Filipe Luís não o escala no Flamengo. E seleção não é momento. E Pedro não é Neymar.
João Saldanha escalou algumas vezes o quarto zagueiro Joel Camargo como titular da seleção. E ele era reserva do Santos. João discordava do treinador santista.
O treinador da seleção tem pouco tempo para treinar, para reunir os jogadores, para implantar suas ideias. Se ele acredita no potencial de um jogador, se ele acredita que pode fazer o jogador render com ele mais do que está rendendo no clube, se acredita que o colega do clube está escalando em posição errada, pode e deve chamar. quem quiser. Deve fazer prevalecer sua opinião. Por isso e para isso, ganha muito bem.
E, convenhamos, se Neymar não está nenhuma maravilha, a seleção também não. Ele se machucou no primeiro turno das Eliminatórias e, sem ele, o que tivemos? Derrotas para Uruguai, Argentina, Colômbia e até Bolívia.
Perdemos de virada para o Japão. Empatamos com a Tunísia.
E quem tem jogado realmente bem? Paquetá? Fred? Joelinton?
A safra não é boa. A seleção não está bem.
Ancelotti precisa de uma imersão com Neymar. Precisa ter, através dos médicos da seleção, um diagnóstico sobre seu atual momento físico. Até onde dá para ir? Aguenta a Copa?
É preciso uma análise tática e técnica. O que Ancelotti espera dele? Ser um atacante? Ser um meia atrás de um tridente ofensivo?
Vale a pena convocar para contar com ele por meio tempo ou 30 minutos. Aceitaria ssr reserva?
São muito pontos a, serem definidos em três palcos convergentes: no departamento medico, no campo de treino e de jogo e, principalmente, na sala de Ancelotti, para uma conversa olho no olho, entre dois homens adultos.
O risco é acontecer como na Copa da África do Sul em 2010. Dunga não levou Neymar e nem Ganso. E, quando precisou trocar alguém contra a, Holanda, tinha Júlio Batista e Nilmar no banco.
E em 1998, quando Ronaldo teve problema neurológico, Romário estava no Brasil.
É a última chance para Neymar. E para Ancelotti. Faltam apenas cem dias para o início da Copa. Se houver países para disputar a Copa. Trump não destruir o mundo antes.
