“Hamnet”: filme sobre Shakespeare e Hamlet é superestimado, enfadonho e com roteiro estapafúrdio
ALERTA! ESTE TEXTO CONTÉM SPOILERS!
A partir de agora, vou usar o filme “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” como sinônimo de filme clickbait: ele nos convida para uma coisa e, quando chegamos, nos deparamos com algo completamente distinto. A sinopse do longa promete uma obra sobre o luto, mas isso simplesmente não acontece. O roteiro é frágil, disperso e não chega a lugar algum.
Vamos à trama do filme dirigido por Chloé Zhao. O ponto de partida é o cotidiano de William Shakespeare (Paul Mescal) e Agnes (Jessie Buckley), que ainda vivem separados, mas logo se conhecem e passam a se encontrar para relações sexuais no meio da floresta. Agnes engravida, é expulsa de casa e acaba se casando com o futuro dramaturgo.
Até que essa união se consolide – sendo que Agnes, na vida real, se chamava Anne Hathaway (sim, o mesmo nome da atriz de Interestelar) – decorrem quase uma hora de filme em que absolutamente nada acontece, além de discussões enfadonhas sobre a futura esposa de Shakespeare ser “amaldiçoada”, “filha de uma bruxa”........
