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“Mendonça quis intimidar PF e agir como gangster, agora tem problemão”, diz agente federal

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06.09.2026

A tensão nos bastidores do Supremo Tribunal Federal e da Polícia Federal atingiu o nível mais crítico de que se tem notícia até hoje. No centro da crise está a atuação do ministro André Mendonça, indicado à Corte pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sob a alcunha de “terrivelmente evangélico”, cujas movimentações recentes contra o ministro Alexandre de Moraes e contra a própria cúpula da PF deflagraram uma reação institucional sem precedentes no interior da corporação.

Para entender a profundidade do abalo sísmico que sacode Brasília, a Fórum voltou a ouvir uma de suas fontes mais estratégicas na capital federal. Trata-se do mesmo agente da Polícia Federal lotado em Brasília que, na transição entre o final de 2022 e o início de 2023, período em que atuava diretamente no Palácio do Planalto, foi o personagem central de uma histórica série de 14 matérias exclusivas publicadas por este veículo. Na ocasião, o servidor denunciou com antecedência a articulação golpista que se desenhava no Gabinete de Segurança Institucional (GSI) sob o comando do general Augusto Heleno e a mando de Jair Bolsonaro, maquinação que viria a se confirmar tragicamente perante o país e o mundo no 8 de Janeiro.

Agora, o mesmo agente que antecipou a trama golpista da extrema direita quebra o silêncio para relatar o que se passa no novo front de batalha: o choque aberto promovido por André Mendonça ao determinar apurações baseadas no depoimento do empresário Daniel Vorcaro e tentar arrastar o ministro Alexandre de Moraes e a própria direção da PF para o lamaçal de suspeitas controversas.

Na avaliação contundente da fonte, o tiro de Mendonça saiu pela culatra e provocou um levante silencioso, porém devastador, na Contrainteligência e no alto comando da instituição policial.

“Mendonça quis intimidar a PF, e isso nunca vai ser tolerado. Eles vão desconstruir o Mendonça e quem vai fazer isso é a Contrainteligencia… Só para lembrar, no gabinete do Mendonça tem um delta lavajatista, o doutor Marcantonio [Thiago Marcantonio Ferreira], que foi assessor do próprio Mendonça quando ele era ministro da Justiça, e agora o Mendonça levou ele para o STF… A PF sabe com quem está lidando”, começou dizendo o federal.

O servidor da PF se refere à Coordenação-Geral de Contrainteligência (CGCINT), subordinada à Diretoria de Inteligência Policial (DIP). Regimental e legalmente, a unidade tem a função de atuar na proteção do conhecimento, salvaguardando operações policiais, inquéritos sigilosos e documentos estratégicos contra o acesso de pessoas não autorizadas ou organizações criminosas, e na neutralização de ameaças adversas, prevenindo e detectando interferências ilegais que comprometam a instituição.

A Fórum apurou que esses relatórios de contrainteligência policial, robustos, analíticos e repletos de dados, é que estão sendo encaminhados às mãos do ministro Edson Fachin, presidente do Supremo, anexados ao pedido de abertura de investigação feito por Alexandre de Moraes, para que a partir deles seja autorizada a instauração de um inquérito contra Mendonça, algo que é dado como quase certo e que deve ser autorizado em breve. Além de dados sobre a conduta do ministro em questão no exercício de sua função, o ponto central do material é a inação de Mendonça no caso envolvendo os R$ 61 milhões recebidos de Vorcaro pelo senador Flávio Bolsonaro (depois soube-se de um novo depósito de R$ 8,6 milhões).

A Fórum apurou que esses relatórios de contrainteligência policial, robustos, analíticos e repletos de dados, é que estão sendo encaminhados às mãos do ministro Edson Fachin, presidente do Supremo, anexados ao pedido de abertura de investigação feito por Alexandre de Moraes, para que a partir deles seja autorizada a instauração de um inquérito contra Mendonça, algo que é dado como quase certo e que deve ser autorizado em breve. Além de dados sobre a conduta do ministro em questão no exercício de sua função, o ponto central do material é a inação de Mendonça no caso envolvendo os R$ 61 milhões recebidos de Vorcaro pelo senador Flávio Bolsonaro (depois soube-se de um novo depósito de R$ 8,6 milhões).

Conexão da “Lava Jato” no gabinete do STF

A presença do delegado citado pelo agente........

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