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Trump avança na América Latina. O Brasil é o próximo alvo

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22.06.2026

Donald Trump telefonou para Abelardo de la Espriella, presidente eleito da Venezuela, poucas horas após a confirmação da vitória.

O secretário de Estado Marco Rubio enviou mensagem oficial de congratulações ao novo líder venezuelano.

O sequestro, prisão de Nicolás Maduro e a queda do governo venezuelano marcaram o retorno do protagonismo direto dos EUA na América Latina.

As duras declarações de Trump contra Cuba e a pressão sobre Havana revelam a intenção dos Estados Unidos de reforçar sua influência regional frente à aliança cubana com Rússia e China.

A vitória da extrema direita na Colômbia pode ser muito mais importante do que parece à primeira vista. 

Poucas horas após a confirmação da vitória de Abelardo de la Espriella, Donald Trump telefonou para o presidente eleito. O secretário de Estado Marco Rubio divulgou mensagem oficial de congratulações. Javier Milei celebrou o resultado. Lideranças conservadoras de diversos países fizeram o mesmo. 

O episódio sugere que não estejamos diante de uma simples sucessão de eleições nacionais. Talvez estejamos assistindo à reorganização de um campo político continental. 

E, nesse processo, o Brasil ocupa posição central. 

Da Venezuela ao Caribe 

A nova fase começou na Venezuela. O sequestro e prisão de Nicolás Maduro e a derrubado do governo alteraram profundamente o equilíbrio político regional e demonstrou que Washington voltava a exercer protagonismo direto na América Latina. 

Pouco depois, Cuba voltou ao centro das atenções. As declarações de Trump contra Havana e a pressão crescente sobre o regime cubano recolocaram no debate uma velha questão geopolítica: até onde os Estados Unidos pretendem avançar para reafirmar sua influência no hemisfério? 

Cuba continua sendo um ponto sensível porque mantém relações históricas com a Rússia e estratégicas com a China. Pressionar Havana significa também enviar mensagens a Moscou e Pequim. 

Não por acaso, o Caribe voltou a ocupar espaço importante no discurso da administração norte-americana. 

A ultradireita continental 

Ao mesmo tempo, uma nova direita avança pela América........

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