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Lula ou o quê no Brasil?

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20.03.2026

Lula 4 propõe continuidade de políticas sociais para reduzir desigualdades, com foco em educação, saúde e emprego.

Alta taxa de juros é apontada como principal freio à expansão econômica e desafio para novo governo.

Oposição é criticada por apresentar apenas críticas ao governo sem propor alternativas concretas de política pública.

Texto conclui que Lula é a única alternativa viável e que precisa resolver juros, acelerar programas sociais e enfrentar violência.

Sabe-se o que significaria um novo mandato do Lula: sequência da prioridade das políticas sociais, com os seus efeitos de combater o principal problema brasileiro: as desigualdades sociais. Fortalecimento das políticas de educação, de saúde, de emprego, com projeção de um Estado mais forte, com diminuição dos processos de mercantilização das relações sociais, típicas do neoliberalismo.

A principal herança que o Lula 3 deixa para o Lula 4 são as altas taxas de juros, que dificultam que país ingresse em um novo ciclo expansivo da economia. Se elas ajudam a controlar a inflação, ao mesmo tempo representam esse freio na expansão sistemática da economia, com os seus efeitos.

Por sua vez, não fica claro quais alternativa haveriam a um governo Lula 4.

Os meios de comunicação se concentram em criticas desordenadas ao governo Lula, sem apresentar alternativas. O mesmo ocorre com os partidos e líderes da direita, que revelaram, em comício recente na Avenida Paulista, que o seu “Fora Lula” não é acompanhado de nenhuma proposta para o país.

O governo estaria gastando demais? Eles proporiam então menos gastos públicos, particularmente nas políticas sociais, que se constituem nos maiores gastos públicos? Menos recursos para a educação e a saúde? Menos investimentos na geração de empregos?

Os resultados seriam claramente os de um país pior nas condições de vida da massa da população. Ou, de que outra maneira a direita acredita que pode promover condições de vida melhores para a população?

Não é o que a preocupa. Suas preocupações se centram nas condições das finanças públicas, nos gastos do Estado, no déficit publico.

Se o governo se vale do lema: “Do lado do povo brasileiro”, o faz baseado na geração de empregos, nas alternativas de trabalho e de atividades para as pessoas, na expansão dos processos educacionais, na melhoria e diversidade no atendimento do SUS. Para dar consistência a seu lema, o governo tem que tomar reiteradamente medidas concretas visando atender as necessidades das pessoas.

Que alternativas restam à oposição? Criticar e propor o quê? O modelo da Argentina de Estado mínimo? A ponto que Javier Milei disse que entre o Estado e a máfia, prefere a máfia?

E mercado máximo? Que produz resultados sociais desastrosos? Níveis altíssimos de desemprego, de precariedade no trabalho, de desastres sociais?

Lula é única alternativa para o Brasil hoje. Precisa resolver a questão da taxa de juros muito alta. Precisa acelerar os programas sociais, para atacar o principal problema do país: as desigualdades sociais. E encarar o mais difícil de todos os problemas: o do crime organizado e da violência.


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