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Entre a sepultura e a estrela

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“Transformar a dor que olha para uma sepultura na dor que olha para uma estrela.”

Há histórias que não envelhecem. Podem mudar os tempos, as sociedades, as tecnologias e a forma como comunicamos, mas continuam a dizer-nos quem somos. "Os Miseráveis", de Victor Hugo, é uma dessas obras. Uma das mais recentes adaptações deste clássico, "Os Miseráveis – A História de Jean Valjean", que fui ver recentemente ao cinema, volta a colocar perante o espetador personagens e dilemas que permanecem profundamente atuais.

Nesta obra, contudo, não é Jean Valjean que mais se destaca, apesar da força do seu percurso. É o Bispo Myriel. Através dele, Victor Hugo coloca perante a humanidade uma das questões mais difíceis da condição humana: até que ponto é possível olhar para alguém não pelo que fez, mas por aquilo que ainda pode vir a ser?

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Jean Valjean é um homem marcado pela pobreza, pela prisão e pelo ressentimento. Após anos de sofrimento, é acolhido pelo bispo, mas acaba por lhe roubar a prata. Apanhado e levado perante o homem que o tinha recebido, a história poderia seguir o caminho........

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