A moda como gesto de fronteira
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A emigração costuma ser discutida em números: quantos saem, para onde vão, que documentos precisam, que impacto produzem nas estruturas do país que os recebe. Fala-se da pressão sobre os serviços públicos, da capacidade da rede de saúde, das escolas, do mercado de trabalho. Tudo isso é real e necessário.
Mas, raramente, se observa que a chegada de novos sujeitos não apenas exige adaptações — ela também impulsiona melhorias, amplia serviços, provoca revisões e contribui para o desenvolvimento social. Há, contudo, dimensões do partir que não cabem nas estatísticas.
Quem emigra aprende novas leis, novos trajetos urbanos, outras formas de convivência. E aprende, também, a ser visto de maneira diferente, ao mesmo tempo em que participa da transformação do espaço que o acolhe.
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A forma de vestir é uma das primeiras experiências concretas desse deslocamento. O que, no país de origem, era espontâneo, passa a ser interpretado. O que era cotidiano pode........
