O custo do insucesso nas candidaturas científicas
Terminou a 25 de março a fase de candidaturas da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) para projetos em todos os domínios científicos. No caso dos projetos de “Investigação Científica e Desenvolvimento Tecnológico”, o último concurso tinha fechado há dois anos, o que se afasta da promessa de haver um concurso anual. O cenário parece ter sido semelhante aos últimos anos com a comunidade científica nacional a concorrer em peso.
Pormenores à parte, a FCT espera financiar cerca de 320 projetos. Se considerarmos o número de candidaturas do último concurso, que poderá ser ultrapassado, a taxa de sucesso deverá rondar os 12,5%. Isto significa que quase 87,5% dos projetos que foram submetidos serão recusados e grande parte do tempo investido pela comunidade científica terá sido, de certa forma, desperdiçado. Não é novidade nenhuma, nem em Portugal nem na Europa e nos EUA, que as taxas de sucesso têm decrescido nos últimos anos, fruto de uma maior competição e número de candidaturas, não acompanhado na mesma proporção pelo aumento de financiamento para a ciência.
A título de exemplo, no último concurso a........
