A tecnologia prometeu uma revolução na arquitetura. E os ateliers?
Há uma frase que se repete sempre que falamos sobre o futuro da arquitectura: a tecnologia vai mudar tudo. A forma como desenhamos, construímos, colaboramos e respondemos aos grandes desafios contemporâneos. A promessa é sedutora e, em parte, verdadeira. Mas a pergunta mais importante já não é se a tecnologia vai transformar a arquitectura. Essa transformação começou há muito tempo.
Do CAD ao BIM, da fabricação digital à inteligência artificial, a arquitectura tem vindo a acumular ferramentas, plataformas, métodos e discursos que alteraram profundamente a forma como o projecto é representado, coordenado e comunicado. Hoje, é quase impossível pensar em arquitectura sem mediação digital. A questão é outra: essa transformação entrou realmente no quotidiano dos ateliers ou ficou à superfície dos processos?
A arquitectura digital parece fluida, precisa e inevitável. Vemos edifícios gerados por algoritmos, máquinas capazes de produzir geometrias complexas e inteligências artificiais que produzem imagens em segundos. Mas basta entrar em muitos ateliers para perceber que a realidade é menos........
