Não se foge ao acaso
Tens razão, disse eu, levantando as sobrancelhas como quem levanta uma bandeira branca, anunciando a desistência, acrescentei, adeus, e abri a porta do carro, como quem abre um portal, e foi aí que desistimos da nossa vida em comum, primeiro um peso, um fardo colado às costas, depois um saco de memórias mal cosido, rasgado, que fomos deixando cair pela viagem, uma lembrança aqui, outra ali, o saco cada vez mais leve, quase nada, até um dia deixarmos de lhe sentir o peso, até não sentirmos........
