Má vizinhança pede vingança
Quem vive em Lisboa sabe que os vizinhos ou são invisíveis — fantasmas com quem nos cruzámos por acidente e que, na melhor das hipóteses, nos devolvem um bom-dia fininho, quase imperceptível — ou uma praga em forma de gente que parece ter retirado parte da própria vida para nos atazanar o juízo, num tom paternalista de quem se julga modelo de conduta no reino dos condóminos.
Detesto esta palavra, condóminos, como detesto, aliás, todo o ambiente de um condomínio. A verdade é que preferíamos que eles não existissem. Ou fazem........
