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Habibi, meu amor

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12.06.2026

Viemos à procura de uma vida, dizem-me como se a vida fosse coisa que se encontrasse dobrando a esquina. Onde nascemos, as pessoas desaprendem a sonhar, e nós não quisemos essa morte para o nosso filho, não quisemos essa forma de rendição lenta, e por ele, pelo nosso habibi, sacrificámo-nos com uma espécie de alegria que agora me parece suspeita — estou consciente do paradoxo, digo-o como quem se desculpa perante ninguém.

Tem doze anos, o meu habibi. Doze anos apenas, e já carrega um nome que não é o dele quando sai de casa. É uma criança sadia, alegre, aqui vai à escola como os outros, ou quase como os outros, e parece feliz, parece em segurança. E........

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