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Reflexão para a 2ª volta das presidenciais

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30.01.2026

1 As candidaturas presidenciais são pessoais. Mas é natural ou inevitável que haja leituras com extrapolações, a vários níveis, nomeadamente para eleições legislativas, especialmente quando os candidatos já foram membros ou dirigentes partidários.

Ora, os resultados mais fidedignos para tais extrapolações são os da primeira volta. Como só dois candidatos disputam a segunda volta é perfeitamente normal que ambos aumentem a percentagem e os votos.

Dito isto, nesse âmbito, importa dizer os votos obtidos por António José Seguro, Cotrim de Figueiredo e Marques Mendes não são integralmente transferíveis para os “seus” partidos nas legislativas. Só no caso de André Ventura isso poderá verificável.

Nos três primeiros, talvez Marques Mendes tenha sido o único que teve só votos do PSD. Tanto Seguro como Cotrim foram capazes de atrair votos de eleitores que votam PSD em legislativas.

2 Luís Montenegro talvez seja o principal perdedor da noite. Passou de vencedor incontestado das autárquicas a derrotado nas presidenciais. Os votos da AD distribuíram-se por Marques Mendes, Cotrim, Gouveia e Melo, Seguro e até Ventura. Isso tem significado. Luís Montenegro tem de perceber que os portugueses querem mudança já. Pode não conseguir fazê-las passar no Parlamento, mas tem de tentar e lutar por eles. Tem um programa eleitoral para cumprir. Fazer como António Costa fez não o diferencia dos socialistas e só vai beneficiar o PS e o Chega. Obviamente, o PSD vale muito mais do que o resultado de Marques Mendes, mas estas decisões, tal como a afirmação “não sou do espaço da direita” não ajudam a reforçar o PSD como referência do centro-direita.

Porque é isto significativo? Se há coisa que os resultados desta primeira volta demonstraram é que é........

© Observador