De Gaza para a gaze, via Bilbau
Está a chegar o verão, tempo da chamada silly season, que é como quem diz época alta das flotilhas “humanitárias” “para Gaza”. Ui, o que deve estar a facturar a agência de viagens Al-Abreu à conta do já clássico pacote de cruzeiro com paragem em Ibiza, detenção em Israel e regresso ao país de origem, com tudo incluído menos banhoca.
Quer dizer, em verdade, a Al-Abreu não está a facturar rigorosamente nada. O que faz sentido, porque esta pandilha não tolera o vil metal. Não tanto pelo “vil”, note-se, porque acções vis são precisamente o que esta corja mais gosta de praticar, como se vê. O problema deve ser mesmo com o metal. Aliás, isso explicaria a adesão entusiástica a preceitos fundamentalistas dignos da Idade da Pedra.
Agora, giro, giro em termos de calendarização e efectivo, efectivo em termos de prova da robustez de princípios era organizar estas flotilhas para aí em fevereiro. Então os flotilheiros não querem mesmo, mesmo chegar a Gaza? Nessa altura do ano, sim, os frequentes vagalhões mediterrâneos, com 4 ou 5........
