Nada a confessar
Mais de vinte anos depois, releio as “Confissões” de Agostinho. É para mim e para a Igreja da Lapa, uma vez que ao Domingo temos uma Escola Bíblica onde conduzo um pequeno estudo no livro. Não é nada profundo, funciona mais como uma provocação. O objectivo é instigar a minha comunidade a reconhecer que sem Agostinho o mundo em que vivemos não era o mesmo.
Não há exagero em afirmar que sem Agostinho o mundo não era o mesmo porque a sua influência vai muito além daqueles que a conhecem. As dúvidas terminam se, por exemplo, a pessoa souber como o tom auto-biográfico dele marca a nossa literatura, como a sua consciência do mal molda a nossa filosofia e teologia, como a sua ênfase na........
