Se o Chega não quer saber, a democracia exige resposta
Em condições normais, André Ventura estaria em permanente rodapé televisivo a clamar por justiça, a exigir demissões e a transformar o “assalto” ao seu gabinete num comício diário. O facto de, desta vez, preferir o silêncio, a esquiva e o argumento ridículo de que se trata de um “assunto interno” não é prudência, é uma confissão de cobardia política e uma afronta direta às instituições.
Desde quando é que uma invasão de segurança na Assembleia da República é um assunto privado? A vida e os bastidores do Chega não pertencem ao domínio pessoal de Ventura. Dizem respeito aos seus eleitores, aos seus simpatizantes e a cada cidadão que paga o funcionamento da casa da democracia. Exigir a verdade sobre o que aconteceu no parlamento não é ingerência........
