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A crise do Estado, entre Ceuta e a Segurança Social

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18.09.2026

Na Europa, o Estado não faz o que deve, mas promete o que não pode. Que o Estado não faz o que deve, vimo-lo este Verão na cidade espanhola de Ceuta, onde exército e polícia nada fizeram para impedir a invasão e ocupação por milhares de homens vindos de Marrocos. Que o Estado promete o que não pode, deduzimo-lo do estudo encomendado pelo governo português sobre a Segurança Social, e que pôs em dúvida a capacidade do Estado de honrar as pensões que se obrigou a pagar às actuais gerações de contribuintes. Que Ceuta e a Segurança Social, na Europa, são dois aspectos de uma mesma crise é a própria classe política que o sugere, ao dizer-nos que é a abolição das fronteiras que vai pagar as pensões.

Ao discutirem a responsabilidade do governo de Marrocos na invasão, os políticos espanhóis quase deram a entender esta coisa extraordinária: que a defesa das fronteiras de Espanha não é um dever do Estado espanhol, mas........

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